Resenha: Musashi

Dig din dig din queridos entusiastas do blog otaku mais amado do Brasil-sil-sil…. Enfim, o tema de hoje é o clássico dos clássicos, um dos ícones da literatura japonesa: Musashi, de Eiji Yoshikawa.

Pra quem não leu (shame on you!), ou não faz a menor idéia de quem seja Miyamoto Musashi (shame on you!²), esse post será uma boa pedida!

Começando pelo autor, Eiji Yoshikawa (1892 – 1962), foi um jornalista e correspondente de guerra que, na maior parte de seus trabalhos, publicou romances históricos, geralmente em episódios semanais ou quinzenais nos grandes jornais japoneses. Foi inclusive o caso de Musashi, publicado no Asahi Shimbun entre 1935 e 1939 contando com 1.013 episódios (e cerca de 2.500 páginas). Vale lembrar também que foi a primeira obra de literatura japonesa a alcançar o número de cem milhões de exemplares vendidas no país.

O enredo…bom, aqui não pretendo dar spoillers, por isso serei estupidamente breve: traz uma versão romantizada da vida de Miyamoto Musashi, o lendário samurai que nunca foi derrotado.

Agora, o que realmente me encantou neste livro é a forma como o personagem é conduzido. Sinceramente, o que eu esperava, ao ler um livro sobre o samurai mais incrivelmente sensacional de todos os tempos era algo mais parecido com Vagabond, ou seja, espadas, sangue e muuuuuuuuuitas lutas de tirar o fôlego.

Mas, felizmente, não foi isso que eu encontrei. Não? Isso mesmo, o livro tem outro foco, e isso é o que o torna brilhante, na minha humilde opinião. Pra quem não vive sem batalhas, fique tranqüilo, elas existem, mas em proporção, e mesmo importância, menor do que se pode esperar.

O autor desenvolve a trama em torno da personalidade de Musashi, e de uma verdadeira transformação que acompanhamos ao longo da obra. Além de trazer relatos históricos belíssimos, sobre os costumes do Japão de Miyamoto,  e uma série de encontros, desencontros e reencontros de tirar o fôlego, o auge deste livro, encontra-se na mudança de nosso protagonista.

Musashi (na verdade o personagem tem outro nome, somente depois ele adota o Miyamoto Musashi) começa o livro como um rapaz bruto, burro, e quase selvagem, alguém que se acostumou a ser grande e forte, e por isso consegue tudo que quer ou precisa na base da violência e da briga. Este mesmo rapaz, por uma série de problemas amorosos e familiares resolve fugir de sua aldeia, e, como era procurado pela polícia, acaba indo cada vez mais longe ao interior do país.

Nessa jornada não lhe faltam desafios, de todas as espécies, mas a maior dificuldade, sem dúvida, é amadurecer e mudar. E é nesse momento que ele começa a aprender o valor da vida, a importância de saber recusar uma luta, ou mesmo a beleza de uma cerimônia do chá ou de pintar um quadro. Musashi aprende, em geral do jeito mais difícil, um novo caminho, no qual ele precisa controlar sua violência, para somente assim encontrar paz e parar de fugir.

Obviamente, um resumo de poucos parágrafos, para uma obra com mais de 2.000 páginas, é um sacrilégio, mas é o que cabe aqui. Sem dúvida é uma ótima leitura, além de ser um clássico da literatura nipônica. Recomendo a todos que queiram boas horas de entretenimento^^

See ya!

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