Resenha: Memórias de uma Gueixa

Fanart minha inacabada, ainda, de Memórias de um Gueixa

Continuando a ideia do Spike, postando livros relacionados com a cultura japonesa, gostaria de escrever sobre um dos meus favoritos: o drama “Memórias de Uma Gueixa”.

“Memórias”, escrito pelo brilhante Arthur Golden, é um romance fascinante. Mas vamos começar pelo autor…

Golden é especialista em história e arte japonesas. Para escrever este livro, ele entrevistou diversas vezes a ex-gueixa Mineko Iwasaki, inspiração para a fictícia Sayuri. Porém, o livro rendeu também uma grave polêmica, já que uma das condições de Mineko foi que sua identidade permanecesse preservada, o que não aconteceu. Em decorrência disso, a ex-gueixa (que se aposentou aos 29 anos apesar do salário mensal equivalente e 50 mil dólares) entrou com uma ação judicial contra o autor além de ter escrito, junto com Rande Brown, sua autobiografia (“Minha vida como gueixa – A Verdadeira História de Mineko Iwasaki”, lançado pela editora JBC) alegando que Arthur Golden não foi verdadeiro em sua trama, transformando gueixas em prostitutas em vez de artistas.

Mesmo assim, com todas as discórdias envolvidas com o título, o livro não deixa de ser emocionante. A história, que inclusive possui um longa metragem de mesmo nome, é linda. Mostra a transformação de uma menina pobre até seu status como uma das gueixas mais famosas do Japão. O que eu acho interessante nesse livro é que mostra um lado diferente do que conhecemos em relação à cultura japonesa. Muitos críticos dizem que este não é o melhor exemplo do estilo de vida das gueixas, portanto, não deve ser tomado como uma referência fiel à realidade. Porém, como drama e romance, é lindíssimo. Um romance proibido, delicado, rico em detalhes, e que proporciona ao menos uma noção do que é a artista gueixa. As referências às aulas de dança e música, a descrição dos quimonos, a maquiagem, a atuação.. Tudo isso está presente. Um ponto que o livro pode ter pecado, se o que Mineko diz é realmente verdade, é que a descrição da gueixa além de acompanhante (ou seja, a gueixa vendendo seu corpo) foi forçada. Provavelmente o que Mineko afirma é verdade, mas eu não duvidaria que isso tenha acontecido, com algumas gueixas, em tempos da II Guerra Mundial.

Além do livro, eu gosto muito do filme. Tem uma trilha sonora linda, foi bem montado e é, visualmente, bonito. Recomendo.

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