Requiem for a Dream – Part 1

Yo galera, esse post é completamente diferente de tudo do blog. Trata-se de um conto de fantasia (ou ao menos uma tentativa XD)…será postado em várias partes…

Requiem for a Dream

Era uma noite fria e seca, igual a muitas outras…Mas dentro do salão principal a música alta e alegre, tipicamente nórdica, fazia todos dançarem, desde os guerreiros aos anciões. E assim a tribo dos Jorn preparava-se para mais uma batalha, afinal, no dia seguinte enfrentariam uma facção dos Hunos conhecida como Terjungs, a qual já havia eliminado mais de cinco tribos celtas…por isto muitos Jorns preparavam-se, na verdade, para a morte. E a noite seguia, cruelmente fria e hostil.

Apesar da festa no salão, um homem não conseguia se alegrar, sua preocupação era visível, ele sabia como os Terjungs tratavam seus prisioneiros de guerra, e a idéia de ver suas filhas e mulher serem violentadas e assassinadas não saia de mente. Ele os odiava mais do que tudo. Afinal, os Hunos já tinham conquistado toda a Europa Central, expandido suas fronteiras até o Império Russo, e agora desejavam extinguir os povos celtas… Ele era incapaz de compreender a necessidade de tamanha violência.

Desejava que nada disso nunca tivesse acontecido, mas já era tarde para mudar os rumos desse conflito. Cansado de fingir que se distraia com os outros, foi para sua cabana tentar dormir, a ansiedade o estava destruindo. O sono não tardou a chegar, mas não foi uma noite tranqüila, como era de se esperar de um homem prestes a desafiar a morte. Finalmente a noite foi vencida, e o sol começava a nascer no horizonte, enquanto isso os Jorns oravam por proteção e terminavam os preparativos, com Astor não foi diferente. Ao terminar sua oração levantou-se em direção às suas armas e armaduras, e foi quando avistou uma pena negra entre seus equipamentos.

– Era tudo que eu precisava…  – disse enquanto tentava imaginar quem seria o responsável pela brincadeira de péssimo gosto. Por fim decidiu concentrar-se na batalha por vir, vestiu sua cota de malha adornada com correntes de prata e pele de lobo, preparou a cinta com suas facas de caça e prendeu o machado às costas, enquanto empunhava uma longa lança de madeira na mão direita. Mesmo com o constante aviso de seus colegas, ele se recusava a usar o escudo no braço esquerdo, acreditava que aquela parafernália mais atrapalhava do que ajudava.

Ao sair de sua cabana foi surpreendido pelo abraço de sua filha mais nova, que, embora estivesse temerosa, estava também orgulhosa, afinal acreditava que seu pai conduziria os Jorns para a vitória. Após se despedir de sua filha, passou a observar a organização dos grupos, e finalmente se sentiu pleno, afinal todos os que foram convocados, e muitos outros voluntários, entre mulheres e idosos, aguardavam seu comando para partir.

E assim foi. Logo após dar instruções aos mais novos, Astor montou em seu cavalo, contemplou o sol lentamente, como que se despedindo, e começou a cavalgar, através da neve que não cessava de cair desde a madrugada anterior, liderando então os quase dois mil guerreiros que conseguira reunir…

Passadas algumas horas à cavalo, aproximavam-se do local marcado, e já era possível entrever os vultos de seus adversários dispostos no horizonte, quanto mais se aproximavam, maior ficava o ódio entre as duas tribos. E assim, sem tambores, sem brasões, e sem glória, apenas com ódio, cavalgavam cada vez mais rápido em direção a seus adversários, que também iam ao encontro dos Jorn. Por alguns segundos nada se ouvia nesse bosque de pinheiros coberto pela neve, exceto pelas patas dos cavalos, cada vez mais rápidas e pesadas.

Finalmente, ouviam-se os gritos de guerra, e o choque das armas, já manchadas de sangue. E nesse caos, Astor conseguia se concentrar em apenas uma imagem: o cavalo de sua esposa fora atingido por um lanceiro, e ela estava caída com uma flecha atravessada ao pescoço. Era como se nada mais importasse, esquecendo-se de tudo que havia treinado, seguiu apenas seus instintos e caçou, como um animal, o Terjung que matara sua mulher. Era um homem grande, típico dos hunos, com uma barba suja e uma roupa em pele de carneiro, com um machado de duas mãos e um arco, toscamente esculpido, em suas costas.

Astor jogou seu cavalo sobre ele, mas o machado adversário venceu a carne do animal e o rasgou quase ao meio, deixando um rastro de sangue e tripas do animal encharcar a neve. Atordoado pela queda, Astor procurava sua lança, mas não teve tempo de encontrá-la, recorrendo ao machado que trazia às costas para se defender do golpe vertical que era desferido com força e velocidade inimagináveis para uma arma com o machado duplo. A única coisa que conseguiu foi repelir o golpe e se levantar às pressas, quando sentiu uma dor aguda na perna esquerda, que irradiava por todo o corpo.

Havia sido atingido, e com um esforço quase sobre-humano conseguia manter-se erguido, o golpe quase amputará sua perna. Sentia que não tinha muito mais tempo, mas tinha decidido não morrer enquanto não vingasse sua mulher. Infelizmente, a escolha não cabia a ele. Ao tentar sacar suas facas para um golpe mais rápido, já que seu machado estava danificado por deter o golpe anterior, sentiu seu peito ser dilacerado enquanto seu inimigo girava sua arma e tinha seu sorriso coberto pelos esguichos de sangue…

Astor sentiu então, pela última vez, o gosto do sangue em sua boca, ao mesmo tempo em que o mundo ao redor parecia parar, sua visão estava embaçada, sua alma corrompida, e a única coisa que conseguia distinguir eram as gotas de sangue que manchavam a neve. Sentiu então o corpo leve, e, ao olhar para o céu viu desvanecer um rosto angelical, em meio à chuva de penas negras que cobriam seu corpo…

to be continued….

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Espero que gostem, ou se interessem! Comentem xD

See ya next, space cowboy…

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